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quarta-feira, 5 de setembro de 2007

San Nicolas - El Burgo Ranero

En esta etapa he descubierto un músculo que jamás pensé que existia.. ya non sentia dolor en la pierna izquierda, y tampoco en las ampollas de los talcones.. pero, en la primera hora del Camino, empezé a sentir una dolor fuerte en el lado derecho de la pierna derecha.. aunque, cuando el cuerpo se acalentou, me quedé mucho mas confortable fisicamente..


Lo que no tenía idea era que iba recibir una trágica noticia que cambiaria todo mi Camino.. y que seria más fuerte que cualquier dolor físico que he tenido en el Camino: Nadine había sufrido un accidente y fallecido al caer del mirador de la Punta de São Lourenço, en la Isla de Madeira.. 

Yo no me creía lo que estaba escuchando.. estuvimos allí en el mismo mirador, en Agosto, cuando yo fui a visitarla y conocer su Isla.. sin conseguir pensar adecuadamente, lo único que quería era partir para Madeira lo mas rápido posible.. 

Y no faltaron "ángeles" para me ayudar en esto intento.. desde los peregrinos Eloi y Loli que estaban conmigo en el momento que recebi la notícia y me orientaran en toda logística involucrada, pasando por las "meninas" de Viñarós que me llevaran hacia León para tomar un autobus para Madrid, la amiga Emilia que busco los billetes aéreos desde Madrid hacia Madeira y también me recibiría en su casa una vez mas, incluso surgió un conductor desconocido (del coche amarillo en la foto) que se ofreció para indicarnos el camino hasta la estación de autobuses - adonde llegué pocos minutos antes de la partida y compré la ultima plaza que estaba libre..

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quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Belorado - San Juan de Ortega - Agés

Comecei a caminhar bem cedo, pelas 6h.. logo na saída de Belorado, com a escuridão e somente com a luz da lanterna, tive dúvida numa encruzilhada e não peguei a estrada que tinha uma placa indicando rua sem fim.. depois de uns 100m, desconfiei se estava na rota certa mas como vinha um peregrino atrás de mim, mantive a direção.. passados uns 300m e sem enxergar mais nenhum sinal, nem mesmo indicando que estava na direção errada, resolvi abrandar o passo e falar com o peregrino que me seguia.. na verdade, era uma peregrina, italiana, que já tinha encontrado antes em Nájera - a Valeria.. para minha surpresa, ela vinha sem lanterna e confiando em meus passos ;) rimos um bocado e voltamos à esquina da rua sem fim.. afinal, aquele era o caminho certo..



Não sei se era porque estava na companhia duma italiana, ou mesmo pela paisagem bucólica, o certo é que me lembrou bastante a regiao de Toscana, na Italia, onde passei umas ferias inesqueciveis com a Patrícia Antuña (Pato, a ciumenta! ;), a Tónia, a Francesca e o Ale..








Em um povoado chamado Tosantos, passei por uma rua chamada Santa Cecília e lembrei logo da prima Ana Cecília e tirei esta foto.. a seta e o sinal da concha (vieira) indicam que o Caminho passa por ali..





No início da subida para Villafranca Montes de Oca, já notamos a vegetação mais densa e a Valeria me chamou a atenção de umas flores de cor lilás que na Itália chamam Érica.. lembrei logo da Érica Damásio (minha primeira namorada) e da Erika Broedersen (la Abuela).. esta foto sao pra voces :)



Passamos também por outros tipos de vegetação e plantas que me lembraram a floresta lauri-silva da Ilha da Madeira..














Quando já baixávamos os Montes de Oca, cruzamos por vários ciclistas e também por umas aberturas na mata a qual supomos que seria para o fluxo de brigadas anti-incêndio..











Encontramos outros peregrinos conhecidos quando passamos por San Juan de Ortega.. entre eles, a Mercè e o José Lázaro (ou o The Flash, também conhecido como o Correio do Caminho, pois como saía mais tarde que todos e chegava sempre entre os primeiros, passava pela maioria dos peregrinos que faziam a mesma etapa e ia dando "notícias" de quem conhecíamos.. )


Finalmente chegamos a Agés.. como podem ver, um belo povoado que parece até tirado de filme do velho oeste americano.. desta vez adiantei alguns kilômetros aos que os guias punham ..

Por curiosidade, nesta aldeia vivem somente 51 pessoas e parecem que todas estavam no bar do albergue naquela noite ;)

Por sua vez, como também éramos poucos no albergue, a Mercès foi chamar um a um para jantarmos juntos naquela noite.. e o menu do peregrino em boa companhia sabe sempre melhor..

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sexta-feira, 17 de agosto de 2007

nas levadas da Ilha da Madeira..



Este certamente foi o preparativo mais encantador que fiz para o Caminho.. primeiro porque fui encontrar uma pessoa muito especial acima das nuvens ;), depois pela beleza natural da ilha, das suas trilhas e seus picos de formação vulcânicas.









As levadas são trilhas feitas pelos antigos aborígenes do Arquipélago da Madeira com o intuito de trazer as águas das fontes minerais que se encontravam no cimo das montanhas até as povoações dos vales e encostas da ilha.










Nadine e eu fizemos várias levadas e trilhas pelo interior da ilha, pertencentes a 3 rotas (ou caminhos) dos vários que tíhamos a eleger. Assim, escolhemos fazer o Caminho das 25 Fontes, o Caminho do Caldeirão Verde e o Caminho do Pico Ruivo (que depois a Nady batizou de Caminho do Inferno.. vocês saberão por que..)








O objetivo final do Caminho das 25 Fontes era chegar a uma abertura na mata que concentrava uma sequencia de pequenas quedas d'água oriundas das nascentes daquela montanha..



Foi uma pequena frustração atingir o objetivo mas uma agradável surpresa passar pelo Risco, uma enorme queda d'água que fica próxima do início do caminho.



Caminhamos pelas crostas vulcânicas que formam o caminho entre os Picos do Arieiro e o Pico Ruivo. Uma beleza estonteante e até mesmo vertiginosa para quem sofre deste mal. Acordamos tarde e começamos o trilho somente por volta das 13h. Isso fez com que no meio do caminho desistíssemos de chegar à meta - que era o Pico Ruivo. Mas também houve outro fator que influenciou nossa decisão ponderada de voltar sem atingir o maior pico da Madeira. Estávamos super exaustos. Nos guias da Madeira, este caminho é indicado para "peritos" e descobrimos arduamente que ainda não os somos. Haviam degraus super inclinados e passagens vertiginosas que nos faziam subir, descer, tomar atenção com o equilíbrio, etc. Em suma, um conjunto de fatores que fez a Nady batizá-lo de Pico do Inferno - por aí vocês imaginem.











No caminho do Caldeirão Verde tivemos a oportunidade de experimentar passagens túneis e uma parte do caminho na chuva. Com isso, pude testar a eficiencia das lanternas e capas de proteção impermeáveis.

Tirando o fato de parecer o Corcunda de Notredame, serviram como uma luva (impermeável!) aos protótipos de peregrinos que éramos.

A beleza das trilhas e o ar noir da volta também fez o caminho parecer outro, com nuvens por todo o lado, o tempo fechado e muito mais frio.






O mais incrível foi concluir este terceiro dia de levadas e Caminhos com uma estória insólita que só poderia mesmo ocorrer na Madeira. Devido ao seu microclima, no final do dia, pelas 17h, decidimos ir até ao outro lado da ilha para "aventurar" um fim de tarde na praia. Dito e feito. Saimos de quase 18ºC nos 1800m de altitude com chuva e tempo fechado para curtir uns 27ºC na Praia de Calheta. Que diga-se de passagem, com areia fina importada de Marrocos ;)

Um espetáculo!

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