sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Albergue de Barbadelo

À noite o jantar foi bastante animado pelo dono da pensão restaurante, o Pedro, que inclusive tinha um carinho especial pelo Brasil: duas brasileiras que passaram por ali em 2001, publicaram um livro sobre o Caminho, no qual falavam de sua família.. ele mostrou-me o livro todo orgulhoso e no final do jantar serviu mais vinho, distribuiu cigarrilhos cubanos para quem quisesse e ainda colocou uma música flamenca e dançou com uma irlandesa que já estava pra lá de Bagdá..


Nós agradecemos deixando muita energia boa por lá..

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Samos - Barbadelo

Esta etapa quase foi um pesadelo! Em teoria, era uma etapa curta na qual faríamos com tranquilidade para descansar dos 31 km do dia anterior e dos 30, em media, que teríamos nas 3 próximas etapas..


Saímos em um grupo de 7 pessoas e 4 km antes de Barbadelo paramos para um cafe, comprar sandálias pra um, remédios pra outro, e, pra completar, paramos num supermercado e nos enchemos de compras (e peso!) para fazermos o almoço no albergue, uma vez que o guia indicava que ali havia cozinha.. alem de sabermos que Barbadelo tinha somente 13 habitantes e la não haveria "tiendas" de frutas ou restaurantes..

Pois o problema surgiu porque não verificamos a quantidade de vagas do albergue publico.. quando lá chegamos, cheio de compras, só haviam 2 vagas e não havia cozinha.. teríamos então que caminhar mais 8 km para o próximo albergue, já eram 15h e estávamos cansados e com fome.. a sorte veio alguns metros à frente quando descobrimos uma pensão privada (que não constava em nenhum dos nossos guias) e que tinha apenas 6 vagas.. logo nos dividimos e colhemos as vagas que podíamos..


Ah.. e sobre a comida.. o dono da pensão disse que se mais alguém na vila não ajudasse a assar a carne, ele faria ali.. buscamos a casa de uma senhora que vivia próximo da igreja e pedimos a ela pra nos ajudar.. foi super-simpática e nos recebeu, deixou-nos usar sua cozinha e ainda nos emprestou pratos.. pena não ter tirado nenhuma foto dela..

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quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Monasterio Beneditino de Samos

Deixo aqui algumas fotos para aqueles que nao fizeram o desvio, e ainda aqueles que chegaram tarde ao Monasterio e nao conseguiram visita-lo.. na segunda foto podem perceber uma escultura que me chamou atençao.. no meio do maior atrio da Espanha (52mx52m), no patio que os monges fazem suas oraçoes e leituras diarias, e cuidam de seu jardim, ha uma estatua grega com os peitos à mostra.. a guia explicava que eh comum em alguns mosteiros haver estatuas profanas.. outra coisa que chama bastante atençao sao as pinturas dos corredores do monasterio.. algumas parecem que as personagesn estao vivas, outras, pela perspectiva geometrica que utilizam, quando passamos por elas parecem que nos seguem com o olhar ou que continuam em nossa direçao (como os monges em fila na foto).. e ainda, uma que havia um anjo negro - o primeiro que eu vi em uma propriedade da Igreja..


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O Cebreiro - Samos


Acordei cedo, me despedi do grupo de espanhóis e segui o Caminho sozinho.. estava muito frio e acelerei o passo para me aquecer mais depressa.. pus os fones de ouvido e segui pelo lado da esstrada nacional até um bosque que levava ao Alto do Poio (alto do frango, em galego) com 1334m de altura..





Após subir uma dura encosta, cheia de pedras e peregrinos cansados, cheguei a um bar no final da subida que estava cheio de peregrinos.. ali parei para tomar o cafe da manha e logo chegou o Charlie que tambem parou para esperar o grupo.. decidi esperar tambem e depois que todos comeram, seguimos juntos..





No bar passou tambem o Paulo e encontrei o Damien com um casal de franceses.. este praticamente convenceu a mim e ao Pedro a fazermos um desvio de quase 5km para dormirmos num monasterio beneditino (fundado pelo proprioSao Bento) no seculo VI.. em seguida, convencemos tambem ao Charlie e às meninas tambem..



O desvio foi tambem compensado pelas belissimas paisagens de bosques e vales cultivados por peras, uvas, aboboras e hortifrutos..



















Quando estavamos em Triacastela, juntou-se ao grupo o Manolo, um "chico raro" de Valencia que jah tinha encontrado o grupo antes..


Como fizemos 31km, e demoramos nas paradas, chegamos pelas 18h no albergue do monasterio.. ali, estava o Damien me esperando e veio logo dizer o horario da ultima visita guiada (às 18h30).. tomei um banho rapido e segui para o claustro do monasterio, onde iniciamos a visita..

À noite o jantar foi muito bom, como tem ocorrido em todos restaurantes galegos até agora..

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quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Subida ao Cebreiro

Ao principio seguimos pelo asfalto.. pareceu-nos bastante inclinado e cansou-nos bastante.. para mim, principalmente cansaram os braços pois faziam o apoio e impulso com os bastoes..





Logo em seguida, o grupo ficou indeciso sobre quem seguiria pelo asfalto e quem entraria na trilha pela mata - que provavelmente seria mais dificil, mas tambem muito mais bonita.. a trilha de asfalto seguia para quem faz o Caminho de bicicleta.. afinal, somente o Charlie decidiu seguir pelo asfalto..

De imediato demos conta que tomamos a decisao mais acertada.. todos estavam em boas condiçoes físicas e quando nos embrenhamos pela mata, ainda que com toda a dificuldade das pedras e "degraus naturais", a beleza dos bosques e dos trilhos que acolheram peregrinos por mais de 1000 anos naqueles trechos de mata fechada me hipnotizaram e nao tive mais nenhum cansaso ou dificuldade na etapa.. inclusive brincava com os peregrinos que encontrava pelo Caminho: colocando música e motivando o povo na subida..









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Villafranca - O Cebreiro



Hoje completei o número simbólico dos 600km e té peguei uma nova credencial pois a segunda já estava quase cheia de selos.. e pra comemorar, nada melhor que ter aproveitado a melhor etapa do Caminho (até agora).. parte pela companhia, parte pelas paisagens e outra parte pelas dificuldades (tao anunciadas por todos os guias e placas pela estrada) terem sido ultrapassadas facilmente..



Novamente parti cedo.. dessa vez pelas 7h30.. tomei o café da manha no albergue e quando ia saindo fazia tanto frio que voltei para tomar um café "largo" e me aquecer mais um pouco.. quando passava pela praça maior, ainda escuro, o Charlie - do grupo de "chicos" espanhóis - me perguntou se eu sabia chegar à trilha que ia pela estrada no início (já que estava escuro e podiamos nos perder pela mata).. enquanto eu lhe explicava chegou a Bea (de Beatriz) com indicaçoes da proxima rua a seguir e um atalho para chegarmos á ponte de saída da cidade.. segui com eles..

Paramos num restaurante ao pé da subida mais íngreme de 7km até ao Cebreiro.. descansamos bastante, comemos e depois seguimos para "enfrentar o desafio".. dizem que se conseguimos subir ao cebreiro, o resto do Caminho será um passeio.. Ao lado, na foto, Charlie (o pupilo), eu (o guru), Pedro (o caballero), Bea (a Monica de "Friends"), Blanca (a bailarina) e Marta (a mascote)..

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terça-feira, 18 de setembro de 2007

Molinaseca - Villafranca del Bierzo

Hoje mais uma vez parti cedo, mas nao tao cedo como queria.. pois tenho demorado mais ou menos 1h nos preparativos da saida..

No inicio, os 8km que deveriam ser feitos ontem foi todo realizado ao lado da estrada nacional.. como fiz antes, bastou por musica e ver o sol nascer pra esquecer o frio e os caminhoes que passavam ao lado.. quando cheguei em Ponferrada, ainda entrei no centro historico e tirei algumas fotos.. fiquei um pouco indeciso se paraava ali pra tomar o cafe da manha ou se seguia adiante.. afinal, jah tinha caminhado 10km em jejum.. soh resolvi parar no ultimo bar da cidade, um pouco fora da rota dos peregrinos.. parecia estar mesmo predestinado, pois foi dos melhores cafes que tomei no Caminho ateh agora.. com direito a churros e tudo..

Caminhei todo o tempo sozinho, falando com alguns peregrinos pelo Caminho.. especialmente um grupo de jovens de Madrid que sempre me saudavam de longe "brasileño!"..

Ao chegar em Villafranca, tomei a decisao certa ao ficar no albergue municipal.. depois, soh escutei reclamacoes do outro albergue (privado)..

No final da tarde fui tirar algumas fotos da bela vila e quando me diriagia ao restaurante indicado pelo Paulo que encontrei no supermercado,o Damien me chamou desde o outro lado da Plaza Mayor.. ia jantar ali com a Ivana (da Irlanda), a "Regg" da Dinamarca e uma sra da Suica.. me convidaram a sentar e jantei com eles..

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Cuidando do Albergue em Molinaseca


Enquanto a noite passada foi bastante tumultuada, num quarto pequeno com mais 13 pessoas, com um francês na parte de cima da beliche movendo-se e roncando a todo o momento, sua esposa na beliche do lado estalando a língua contra o céu da boca (para ele parar de roncar - e parava mesmo!), e ainda a amiga deste casal reclamando em francês do povo que fazia barulho la em cima - até o momento em que perdi a paciência e disse:

- shhhh! silence here, please..


Nesta noite, como somente estava eu, o Damien e um belga, tivemos o albergue por nossa conta.. cada um foi prum lado do andar, e dormimos como se estivesse em casa ..

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Albergue Municial de Molinaseca

Quando cheguei nao havia ninguem, nem o hospitaleiro.. de repente, ele chega num carro dizendo que eu podia ir me alojando, tomando banho, etc que depois ele passava pra registrar minha credencial de peregrino..

Enquanto estava no banho, chegou o Marx Damien - um frances que tinha mestrado em fisica e iria começar um doutorado depois do Caminho.. quando disse que eu era professor, ele sentou ao meu lado e começamos a falar do Brasil (onde ele esteve como marinheiro), de metafisica, de nanotecnologia e até da equaçao de Schroedinger (que eu lembrava dos tempos que fiz Engenharia Quimica)..

MAs o que tinha de mais interessante neste albergue que mereceu este post foi uma fotocoñia de um cartao postal e varios encartes de jornais nos quais o hospitaleiro alegava ter recebido do atual papa Benedito quando ele fez o Caminho em 2000.. o mais polemico do postal era uma frase em que ele assinava dizendo "Futuro Papa Benedito XVI"..
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Rabanal del Camino - Molinaseca

Esta foi uma das etapas mais bonitas até agora.. apesar de subir uma diferença de 600m de altitude, atingir os 1500m e depois baixar até os 550m de altitude.. e tudo isso numa só etapa de 26km.. inicialmente tinha pensado em fazer 32km, mas por prudencia resolvi parar nos 26 e recuperar amanha o que nao fiz hoje..

Acordei cedo novamente e antes de sair ainda encontrei o Paulo, uma senhora austríaca chamada Rita e ainda conheci uma garota sul-coreana já tinha me visto antes no Caminho.. subi sozinho os 600m de altitude durante os primeiros 5km.. como me sentia bem fisicamente, ultrapassei varios peregrinos, parei bastante para tirar fotografias e nao conseguia me cabsar com toda a beleza dos vales e montanhas que se mostravam à medida que eu avançava no Caminho..














Hoje aconteceu muita coisa interesante, talvez por isso eu tenha gostado tanto..


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domingo, 16 de setembro de 2007

Gregorian Songs and multi-cultural dinner

At night, I was in the oldest church of the village to listen gregorian songs.. 


After that, I got dinner with 2 ladies from Switzerland, a guy from Germany and the lady from Nederland that shared the breakfast with me (and that I'me really sorry for forgot her name now)..

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Astorga - Rabanal del Camino

Acordei antes do despertador, depois de ouvir um peregrino sonolento cair nos degraus antes da escada e xingar $·%&" algo em alemao.. Quando estava fazendo os preparativos dos pés, uma holandesa me ofereceu suco de laranja, leite achocolatado e pao.. ela tinha comprado muita coisa e nao ia levar tudo na mochila.. por minha vez, lhe ofereci algumas mantegadas que tinha ainda na caixa que compramos.. no dia anterior, uma eslovaca chamada Jana tambem tinha me oferecido sabao liquido pelo mesmo motivo.. quero acredita que seja porque tenho cara de boa gente e nao por andar sujo e com cara de esfomeado ;)

Saí sozinho e parei numa ermita na saida de Astorga.. Logo o Paulo passou por ali e seguimos juntos até Rabanal.. o trecho inicial foi por asfalto, mas logo passamos por terrenos agrestes e improdutivos..
Numa trilha mais fechada encontramos um alambrado onde os peregrinos deixavam cruzes de madeira.. a primeria vez que algo parecido no Caminho, na chegada e saida de Pamplona, pensei que eram pelos mortos na Guerra Civil Espanhola.. Hoje, nao pensei duas vezes, e deixei uma cruz ali representando a Nady.. incrivel como a nossa percepcao do Caminho muda segundo as circunstancias de cada um..

Do meio da etapa para o final, começamos a subir um planalto que nos levou hoje a uma diferença de altitude de 300m.. amanha chegaremos ao ponto mais alto do caminho, depois de subir mais 600m, atingiremos o pico d 1504m de altura.. alguns metros antes passaremos pela Cruz de Ferro, um dos monumentos mais emblematicos do Caminho..

Chegamos cedo ao albergue e uma hora depois começou uma tempèstade bastante forte.. tanto que queimou varios eletrodomestico da pequena vila de apenas 60 habitantes.. entre os equipamentos, pra nosso azar, queimou tambem o router do albergue deixando a vila sem Internet..
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sábado, 15 de setembro de 2007

Villadangos del Páramo - Astorga

Acordei novamente às 6h e saí exatamente às 7h08.. Tomei um café da manha demorado com os brasileiros Paulo e Joana.. Parti sozinho, numa trilha que seguia ao lado da estrada nacional até Puente de Órbigo (10km).. tinha dito ao Paulo que lá ia descansar um pouco e tomar outro café..



Segui escutando MP3 para nao ouvir os carros e entreter a cabeça com música ao invés das paisagens áridas e sem vida.. em Puente de Orbido chegou o Paulo e seguimos juntos até Astorga..



À tarde fomos dar um passeio pelo centro histórico.. passei pela Catedral, pelo Palácio que Gaudí projetou para um bispo e depois fomos comer uma "mantegada" (bolo típico de Astorga) com café na Plaza Mayor.. o Paulo nao parava de dizer mal da beleza das espanholas.. o que eu refutava que era claramente injusta sua observaçao.. principalmente porque ele vem de Florianopolis - capital brasileira onde se encontram algumas das mulheres mais bonitas do Brasil..

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sexta-feira, 14 de setembro de 2007

León - Villadangos del Páramo

Acordei às 6h e saí exatamente às 7h.. depois de "desmontar" o acampamento, preparar os pés para prevenir bolhas (colocando um adesivo especial onde já apareceu alguma e vaselina nas outras áreas dos pés)..

A saída de León foi um pouco confusa, pois nao havia muitos sinais indicativos do Caminho.. na primeira praça, atravessei e segui em frente (como me informaram no albergue).. logo escutei uns gritos.. eram uns alemaes me avisando que eu estava no sentido errado.. logo a seguir, fiquei na dúvida na praça seguinte e perguntei ao jornaleiro.. este me indicou o Caminho certo e, dessa vez, foi a minha vez de gritar pelos alemaes que já seguiam numa rua errada ;)



Ainda na grande León, entrei na Ermita de Santiago.. sentei, meditei um pouco e fui tirar uma foto da imagem de Santiago Matamouros.. quando desci do altar, percebi que havia um padre sentado num cenfessionario.. veio em minha direcao e perguntou se eu queria carimbar a credencial de peregrino.. quando começamos a conversar, descobri que ele era brasileiro e chamava Nilson (tambem do Nascimento).. ao me despedir, Nilson me presenteou um "santinho" com a imagem de Santiago Matamouros que eu tava fotografando.. deu-me um forte abraço e disse: "Bom Caminho"! çFoi o que precisava pra partir em paz..










O percurso foi quase todo o tempo ao lado da estrada nacional.. monotono e com muito barulho (que resolvi colocando uns MP3 pra escutar).. mesmo assim, no meio do caos de de asfalto e caminhoes, encontrei um oasis no meio do Caminho - a banquinha do Sr. Agapito - que deixa frutas, bolachas e pao para os peregrinos que passam.. ele apareceu, conversamos um pouco, depois deixei uma mensagem em seu caderninho.. mas esqueci de fotografa-lo ;(

Uns kilometros depois, um peregrino passa por mim e me pergunta se sou brasileiro.. era o Paulo de Santa Catarina que viu minha mensagem e apressou o passo pra falar comigo.. fizemos o Caminho juntos até o albergue municipal..

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quinta-feira, 13 de setembro de 2007

retomando o Caminho em León

No Caminho, tinha duas alternativas: um albergue que poderia chegar a qualquer hora (o primeiro no Caminho que vejo) e outro que fechava às 22h.. decidi ficar no outro, o das Monjas..

Cheguei descansado ao albergue, então aproveitei para ir conhecer León.: a Catedral gótica, uma casa feita por Galdi, as ruas cheias de história e passado.. uma cidade que vale a pena visitar..

Passei quase todo o tempo sozinho, trocando apenas frases curtas com outros peregrinos.. não diria que o recomeço está muito difícil, mas seguramente está muito distinto, diferente..

A decisão do albergue foi muito acertada, de "regalo", recebemos uma bendição antes de dormir: várias monjas saíram da clausura e vieram cantar para a gente e com a gente.. foi um momento muito bonito e emocionante..

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quarta-feira, 5 de setembro de 2007

eternita Nadine

Não tenho palavras para descrever a perda de uma pessoa tão especial que cruzou o meu caminho, que trazia alegria e felicidade à sua família, que encantou seus colegas da UALG, e também a tantos outros amigos e conhecidos que tiveram a oportunidade de conhecê-la..

Sempre cheia de vida, boa disposição, muitas vezes tímida e outras toda energética.. Nadine nos deixou no auge de sua juventude, cheia de planos e sonhos.. de imediato nos questionamos o por quê de sua partida tão cedo e não conseguimos encontrar explicação para este desígnio de todos nós que é a morte.. depois de nos resignar e finalmente tentar aceitar o que aconteceu, resta-nos consolar que ela partiu numa das fases que acreditamos tenha sido das mais felizes de sua vida - como ela mesmo confessou a primos e amigos na noite anterior.. estava na companhia de uma de suas melhores amigas, fazia um esporte que lhe trazia felicidade, num dos locais mais lindos da sua ilha (foto)..

o mors o eternitas

Eternamente no coração dos seus pais, familiares e amigos

San Nicolas - El Burgo Ranero

En esta etapa he descubierto un músculo que jamás pensé que existia.. ya non sentia dolor en la pierna izquierda, y tampoco en las ampollas de los talcones.. pero, en la primera hora del Camino, empezé a sentir una dolor fuerte en el lado derecho de la pierna derecha.. aunque, cuando el cuerpo se acalentou, me quedé mucho mas confortable fisicamente..


Lo que no tenía idea era que iba recibir una trágica noticia que cambiaria todo mi Camino.. y que seria más fuerte que cualquier dolor físico que he tenido en el Camino: Nadine había sufrido un accidente y fallecido al caer del mirador de la Punta de São Lourenço, en la Isla de Madeira.. 

Yo no me creía lo que estaba escuchando.. estuvimos allí en el mismo mirador, en Agosto, cuando yo fui a visitarla y conocer su Isla.. sin conseguir pensar adecuadamente, lo único que quería era partir para Madeira lo mas rápido posible.. 

Y no faltaron "ángeles" para me ayudar en esto intento.. desde los peregrinos Eloi y Loli que estaban conmigo en el momento que recebi la notícia y me orientaran en toda logística involucrada, pasando por las "meninas" de Viñarós que me llevaran hacia León para tomar un autobus para Madrid, la amiga Emilia que busco los billetes aéreos desde Madrid hacia Madeira y también me recibiría en su casa una vez mas, incluso surgió un conductor desconocido (del coche amarillo en la foto) que se ofreció para indicarnos el camino hasta la estación de autobuses - adonde llegué pocos minutos antes de la partida y compré la ultima plaza que estaba libre..

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terça-feira, 4 de setembro de 2007

Carrión de los Condes - San Nicolas del Real Camino

Hoje foi mais uma prova de que as fases do Caminho não podem ser tao previsíveis . amanheci bastante preocupado com as bolhas nos calcanhares.. mas como tinha feito um curativo na noite anterior com os algodoes de maquiagem, indicados por Loli, tinha tudo pra dar certo.. Acontece que no dia anterior dormi com as pernas um pouco inclinadas pra cima e durante a noite, e logo no inicio da manha, acordei com fortes dores no músculo ignal (se eh que esse o nome), perto da virilha.. resultado: não teve musica que eu cantasse pra espantar esta dor.. os primeiros 4 km foram infernais.. parando de 500 em 500 metros para me agachar e aquecer um pouco os músculos da coxa esquerda..

A beleza das paisagens, a solidão e a paz que emanavam dos campos de trigo ajudaram a esquecer um pouco a dor.. mas só depois de um telefonema muito especial e, dessa vez, começar a cantar sem um dos fones de ouvido, escutando minha própria voz, e, aliado a tudo isso, ter tomado um relaxante muscular (logico! ;), consegui finalmente superar as dores.. curiosamente, a dor da coxa fez eu esquecer das bolhas e, depois de superada, retomei o ritmo e completei os 30 km previstos até San Nicolas..


Antes de San Nicolas, alcancei o grupo que tinha partido comigo pela manhã quando faziam uma pausa no albergue que as "meninas" de Viñarós iam ficar.. ali pousamos pra esta foto antológica..

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